sexta-feira, 11 de junho de 2010

De modo especial aos meus caros colegas filósofos

"(...)
Gostaria de tornar bem clara a imensa gravidade desse problema e a importância vital do restabelecimento, na estrutura de nossa pessoa, desse respeito pelo objeto, dessa abertura para fora pela qual tanto a inteligência como a vontade, a boa vontade, aspiram à suma objetividade. O grande desvio do pensamento moderno tem origem  nessa inversão interior, pela qual a vontade se arroga um direito de conquista onde somente à inteligência cabe o primado. Todos nós, (...) estamos impregnados de idealismo filosófico até à medula dos ossos, estamos convencidos que nossa dignidade mais alta reside nesse subjetivismo obstinado que tenta reduzir todas as coisas do céu e da terra a meia dúzia de opiniões. Muita gente pensa que isso é grandeza e marca de caráter e que a personalidade humana se define por esse fechamento diante dos objetos e se engrandece por essa deformação interior. Diante dos objetos mais simples o homem liberal, que agasalha suas opiniões, que desconfia de tudo que não seja o mrno recôncavo de sua interioridade, cai em guarda numa posição crispada; a vontade mete-se de permeio entre a porta dos sentidos e a inteligência, e como o seu caminho é mais curto, ou porque seja ela mais ágil, sua sugestão chega antes do conceito e gera o preconceito. A inteligência perde a liberdade e a vontade então convence o sujeito que ele é um livre-pensador."


de Gustavo Corção

Para refletir.

Momento Fernando Pessoa - 3

Desta eu postarei apenas a primeira frase - ela em si basta! =)
 O título da poesia é "O Infante".

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momento Fernando Pessoa - 2

Esta poesia, apesar de mui bela, eu posto especialmente pela frase que está em negrito.
Frase essa que eu ouvi e escrevi pela primeira vez no meu caderno da escola, na minha terceira classe (terceiro ano do ensino fundamental, no Brasil) - tinha eu sete ou oito anos na época. Desde lá, essa frase tem-me acompanhado por toda a minha vida. Por toda a minha vida, "tudo vale a pena, se a alma não é pequena".

" Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. "

terça-feira, 8 de junho de 2010

Humor! - por Gustavo Corção

"Meu Deus, como está crescido!
Era alguma tia que passara tempos sem nos ver. Sentia-me sem jeito como se fosse acusação; como se aquilo só a mim acontecesse. Na verdade eu não sabia que tinha crescido nem me acudia responder que pela lei da relatividade a tia teria diminuído."

rsrs... =)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Recado para as meninas

Queridas e lindas
flores-feiticeiras,

Estive aqui,
mas vocês não estavam;
esperei,
mas vocês não chegaram.

Fica então
a nossa alquimia
para um outro momento,
que não seja de dia! ;)

Beijos, beijos,
Abraços e Luz!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E a eles, aos filósofos (dentre outros!)

... Um pouco de Confúcio:

"Examina bem os teus pensamentos; e se os vires puros, puro será também o teu coração."

=)

Momento Fernando Pessoa - 1

A nossa leitura noturna de ontem (minha e da Clara). Porque esta poesia teve muito a ver com o nosso dia de ontem (apesar da nossa leitura noturna!). =)

" Liberdade


Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.


O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.


O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca... "




P.S. - Perdoem-me os meus amigos filósofos (dentre outros!). É apenas uma poesia de Pessoa. ;)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"As borboletas" - à Sara



"Como é que a gente sabe
se as borboletas belas,
vermelhas, amarelas,
não são flores a voar?

E as flores serão, talvez,
borboletas cansadas
que no jardim pousadas
param a descansar..."

Especialmente à minha irmã mais nova, Sara, que completa hoje 19 primaveras - o poema do dia de hoje do livro "365 Histórias de Encantar" (lido agora pela terceira geração da nossa família).

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Sentido"

(Em especial à Ludmilla, em alusão à nossa conversa depois da minha primeira meditação com ela. Uma pequena "homenagem", em forma de brincadeira/jogo com as palavras!...)

Senti
sem ter ido
sem ti
o haver vivido.

Se em ti dói,
sente
o sentido
do sentir.

Sem ter partido
senti do
sentir
o sentido.

Sente!...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amor ao céu (de Ouro Preto!)

Não há céu mais lindo
que praticamente todos
os de Ouro Preto
no Pôr-do-Sol
e nas noites estreladas!!...