quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momento Fernando Pessoa - 2

Esta poesia, apesar de mui bela, eu posto especialmente pela frase que está em negrito.
Frase essa que eu ouvi e escrevi pela primeira vez no meu caderno da escola, na minha terceira classe (terceiro ano do ensino fundamental, no Brasil) - tinha eu sete ou oito anos na época. Desde lá, essa frase tem-me acompanhado por toda a minha vida. Por toda a minha vida, "tudo vale a pena, se a alma não é pequena".

" Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. "

terça-feira, 8 de junho de 2010

Humor! - por Gustavo Corção

"Meu Deus, como está crescido!
Era alguma tia que passara tempos sem nos ver. Sentia-me sem jeito como se fosse acusação; como se aquilo só a mim acontecesse. Na verdade eu não sabia que tinha crescido nem me acudia responder que pela lei da relatividade a tia teria diminuído."

rsrs... =)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Recado para as meninas

Queridas e lindas
flores-feiticeiras,

Estive aqui,
mas vocês não estavam;
esperei,
mas vocês não chegaram.

Fica então
a nossa alquimia
para um outro momento,
que não seja de dia! ;)

Beijos, beijos,
Abraços e Luz!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E a eles, aos filósofos (dentre outros!)

... Um pouco de Confúcio:

"Examina bem os teus pensamentos; e se os vires puros, puro será também o teu coração."

=)

Momento Fernando Pessoa - 1

A nossa leitura noturna de ontem (minha e da Clara). Porque esta poesia teve muito a ver com o nosso dia de ontem (apesar da nossa leitura noturna!). =)

" Liberdade


Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.


O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.


O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca... "




P.S. - Perdoem-me os meus amigos filósofos (dentre outros!). É apenas uma poesia de Pessoa. ;)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"As borboletas" - à Sara



"Como é que a gente sabe
se as borboletas belas,
vermelhas, amarelas,
não são flores a voar?

E as flores serão, talvez,
borboletas cansadas
que no jardim pousadas
param a descansar..."

Especialmente à minha irmã mais nova, Sara, que completa hoje 19 primaveras - o poema do dia de hoje do livro "365 Histórias de Encantar" (lido agora pela terceira geração da nossa família).

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Sentido"

(Em especial à Ludmilla, em alusão à nossa conversa depois da minha primeira meditação com ela. Uma pequena "homenagem", em forma de brincadeira/jogo com as palavras!...)

Senti
sem ter ido
sem ti
o haver vivido.

Se em ti dói,
sente
o sentido
do sentir.

Sem ter partido
senti do
sentir
o sentido.

Sente!...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amor ao céu (de Ouro Preto!)

Não há céu mais lindo
que praticamente todos
os de Ouro Preto
no Pôr-do-Sol
e nas noites estreladas!!...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Uma declaração de (uma) mamã

Escrevi este texto, em forma de parte de um e-mail, em 01 de Julho de 2009. "Posto-o" aqui agora, como uma homenagem ao Dia das Mães passado (dia 09 de Maio).

"Ela (Maria Mariana) escreve:
"Ao sermos mães de uma menina, damos início a um trabalho de identificação. À medida que a menina cresce e vai mostrando quem é, vamos compreendendo: "Ela é diferente, e como amo seu jeito...".

Aqui eu discordo dela. Comigo foi completamente diferente!... (Estou aqui prestes a deixar registrado pela primeira vez(!?), uma das pequenas partes de como aconteceu a maternidade comigo - como ela seria e foi para mim!...)
Esperei e recebi a Clara como um ser completamente novo e distinto de mim. Uma dádiva divina cujo acompanhamento, educação e orientação me foram preciosamente confiados. Um pedaço de mim, porém totalmente diferente e de nenhuma forma ou modo pertencente a mim. A única coisa que "me pertence", em relação à Clara, são alguns genes, e a responsabilidade de a formar uma exemplar filha de Deus, passando os princípios que acredito serem os mais corretos - aqueles todos do Amor!
E então ela veio. E foi crescendo... E vai crescendo!... E eu sou pega de surpresa por vezes - vária vezes! - ao perceber alguma característica (física, mental ou mesmo espiritual) ou atitude parecidas com as minhas: "Caramba! É como eu era (sou/fui/fiz/faço)!!..." E a cada vez que isso acontece, eu tenho uma nova surpresa!! E vou pensando que isso talvez seja uma forma de Deus me mostrar e lembrar que ela não é tão diferente assim de mim; que não é por acaso que ela me escolheu, a mim, como mamã!

=) "

P.S. - O livro da Maria Mariana, "Confissões de Mãe", é simplesmente lindo! Simples, de leitura rápida e "apetitosa", é totalmente Amor!!...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Adivinha quem disse!?...

"O que falta entre os seres humanos é o diálogo sincero e verdadeiro, sem medos, e o amor incondicional, sem esperar nada em troca, aquele laço que não nasce de desejos pessoais: assim o Mundo e a Vida de cada um se tornariam harmoniosos, equilibrados e plenos de paz."